
Trabalho como se cada pessoa tivesse um filme guardado dentro de si. Quando pego na câmera, procuro aquilo que geralmente passa rápido demais: a luz que desliza pela pele, o vento que muda a cena, o gesto que revela mais do que a fala. O meu olhar é guiado pela atmosfera, pela cor, pelo som do momento.
Eu vou além de registar, eu crio filmes que respiram, que tenham textura, que façam quem assiste sentir que estava lá.
Capturo com a calma de um observador e a intensidade de quem conhece o impacto de um bom plano. No fundo, cada história que conto é um fragmento de cinema real: sensível, vivo e profundamente humano.